Foto: Ascom/FIEC
O Ceará voltou a ser destaque no cenário da inovação industrial brasileira ao ter 20 projetos aprovados no edital Smart Factory – FINEP/2025, promovido pela Plataforma Inovação para a Indústria. As iniciativas cearenses representam mais da metade dos 39 projetos selecionados em todo o país, garantindo ao estado a captação de R$ 12 milhões em recursos não reembolsáveis para a execução das propostas.

As iniciativas foram articuladas pelo Instituto SESI SENAI de Tecnologia do Ceará (ISST-CE), em parceria com empresas locais e startups de base tecnológica. A execução dos projetos começa em agosto de 2025, com soluções voltadas especialmente para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), em áreas como automação inteligente, rastreabilidade com RFID, controle de processos em tempo real, inteligência artificial e plataformas digitais de gestão.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante, avaliou o resultado como uma confirmação da estratégia adotada pelas instituições do estado.
“A aprovação de 20 projetos reforça o compromisso com a inovação como eixo estruturante do desenvolvimento industrial”, afirmou.
Já o diretor regional do SENAI Ceará, Paulo André Holanda, credita o êxito ao alinhamento técnico e institucional.
“Essa conquista demonstra o alinhamento do SENAI Ceará com os desafios da nova indústria. Estamos ajudando a transformar conhecimento em soluções reais para a indústria cearense”, disse.
A chamada Smart Factory é uma iniciativa do SENAI Nacional em parceria com a FINEP, no âmbito do Programa Brasil Mais Produtivo. A proposta é fomentar soluções baseadas em tecnologias da Indústria 4.0 e promover a digitalização de empresas industriais brasileiras, especialmente as de menor porte. No caso do Ceará, estima-se que mais de 700 empresas serão beneficiadas diretamente, com validação das soluções em ambientes reais de produção.
A expressiva participação cearense no edital é mais um reflexo da estratégia de fortalecimento do ecossistema local de inovação e da aposta na transformação digital como motor de competitividade industrial.




