Foto: Divulgação/MEC
O programa Pé-de-Meia, criado pelo Ministério da Educação para combater a evasão escolar no ensino médio, chega à sua quarta parcela mensal com impacto direto na vida de milhões de estudantes e reflexos imediatos na economia local. Em junho, foram destinados R$ 640 milhões a 3,2 milhões de alunos de escolas públicas, valor creditado diretamente nas contas dos beneficiários.
A iniciativa oferece uma bolsa mensal de R$ 200 para estudantes inscritos no Cadastro Único, além de uma poupança acumulativa que pode chegar a R$ 9.200 ao longo dos três anos do ensino médio. Os valores da poupança, pagos em parcelas anuais de R$ 1.000, só podem ser retirados ao final do ciclo escolar, como incentivo à permanência até a conclusão.
O ministro da Educação, Camilo Santana, defende a ampliação do programa para atingir todos os alunos do ensino médio da rede pública.
“A gente tem de investir forte na juventude e não ficar sempre nesse passo lento em relação a outros países que conseguiram dar um salto de forma mais rápida”, afirma o ministro.
Mesmo diante das pressões por contenção de gastos no Governo Federal, Camilo se posiciona com firmeza contra cortes no orçamento do Pé-de-Meia.
“Sou terminantemente contra qualquer redução. Precisamos garantir o direito de permanência dos jovens na escola”, reforça.
O impacto do programa vai além da sala de aula. A liberação dos recursos movimenta o comércio e os serviços locais, sobretudo em regiões mais vulneráveis. Com um orçamento previsto de R$ 12 bilhões em 2025, o Pé-de-Meia se consolida como uma das principais estratégias de combate à desigualdade entre jovens e de incentivo à educação como instrumento de transformação social.




