Elmano promete união de esforços para reduzir efeitos do tarifaço

Pacote emergencial prevê apoio direto a setores mais afetados e tratativas para diversificar destinos das exportações.
Elmano de Freitas

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Fotos: Carlos Gibaja

O governador Elmano de Freitas afirmou nesta quinta-feira (31) que o Estado vai agir em conjunto com o Governo Federal e o setor produtivo para tentar reduzir os danos provocados pelo aumento de 50% nas tarifas de exportação impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. A medida, assinada pelo presidente norte-americano Donald Trump, entra em vigor no próximo dia 6 e afeta diretamente cadeias produtivas cearenses voltadas ao mercado americano.

Segundo o governador, as ações incluem reuniões emergenciais com empresários dos setores mais atingidos – como pescados, castanha de caju, água de coco, cera, couros e calçados – e articulação com órgãos federais para acelerar a liberação de cargas no Porto do Mucuripe antes da aplicação da nova taxa.

“Estamos ouvindo um a um, para decidir juntos quais os caminhos a seguir”, disse Elmano, que classifica a tarifa como “absurda e injustificável”.

O chefe do Executivo estadual confirmou encontro em Brasília, nesta sexta (1º), com o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para buscar alternativas à crise. A abertura de novos mercados, como a China, também está no radar do governo cearense.

Elmano e Chagas Vieira - Foto: Carlos Gibaja
Elmano se reuniu com Chagas Vieira (Casa Civil), e ainda com representantes da Sefaz e da Procuradoria Geral do Estado (PGE) para discutir as primeiras medidas.

Entre as medidas internas, o governador estuda a compra de produtos perecíveis de produtores locais para abastecer programas sociais e unidades públicas, além de outras ações econômicas voltadas à preservação de empregos e empresas, sem comprometer o equilíbrio fiscal do Estado.

“O momento é de união para que o Ceará sofra o mínimo possível com essa decisão dos Estados Unidos”, afirmou Elmano, destacando que o governo seguirá acompanhando de perto os efeitos da nova tarifa sobre a economia regional.