Ceará entra no mapa global da formação eólica

SENAI é o único do Brasil certificado pela GWO para curso de blade repair.

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O SENAI Ceará tornou-se o único departamento regional do país certificado pela Global Wind Organisation (GWO)para ofertar o curso de reparo de pás eólicas. A certificação foi concedida após auditoria técnica realizada no Centro de Excelência para Transição Energética Prof. Jurandir Picanço, no SENAI Barra do Ceará, em Fortaleza.

A avaliação considerou a infraestrutura dos laboratórios e a qualidade das aulas ministradas, atestando que o padrão de formação atende aos requisitos globais da GWO. Na prática, isso habilita profissionais formados no Ceará a atuar em projetos eólicos em qualquer parte do mundo, segundo o padrão internacional do setor.

O diretor regional do SENAI Ceará, Paulo André Holanda, destacou que a conquista resulta de investimentos contínuos em qualificação docente e infraestrutura. Ele citou o apoio institucional do FIEC e a cooperação com empresas do setor, como a Aeris Energy, que contribuiu com insumos para as atividades práticas. “É um reconhecimento ao trabalho técnico e ao ambiente de aprendizagem que construímos”, afirmou.

O projeto de certificação envolveu uma parceria entre os departamentos regionais do SENAI no Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia, articulada pelo Departamento Nacional. A cooperação foi consolidada durante o Brazil Windpower 2025, em São Paulo. O novo curso amplia um portfólio que já inclui formações nos padrões GWO, como BST e BTT, em parceria com a Maersk Training.

Segundo Isabela Maciel, assessora do SENAI Ceará para Transição Energética, a certificação chega em um momento de demanda crescente. O Ceará figura entre os estados com maior capacidade instalada de energia eólica no país, o que amplia a necessidade por técnicos especializados em manutenção de pás — um segmento que cresce nacionalmente.

Para Dennes Landim, gerente do SENAI Barra do Ceará, o resultado reflete um esforço coletivo e reforça a capacidade do estado de formar mão de obra alinhada às exigências internacionais do setor eólico, com impacto direto na empregabilidade e na competitividade da cadeia de energia renovável.