Aos 34 anos, Neymar chega àquela que deve ser sua última oportunidade de conquistar uma Copa do Mundo. Convocado por Carlo Ancelotti para o Mundial de 2026, o atacante retorna à Seleção Brasileira em um contexto bem diferente das edições anteriores, quando carregava o status de principal estrela absoluta do futebol brasileiro.
Desta vez, o camisa 10 desembarca nos Estados Unidos cercado por dúvidas sobre a condição física e pela necessidade de provar que ainda pode ser decisivo em alto nível. Desde 2023, Neymar convive com uma sequência de lesões que comprometeu sua presença na Seleção e reduziu sua regularidade em clubes. A mais grave delas foi a ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, sofrida nas Eliminatórias contra o Uruguai.
A passagem pelo futebol saudita também ficou distante da expectativa criada após a transferência milionária para o Al Hilal. Pouco utilizado e limitado fisicamente, o atacante voltou ao Santos tentando recuperar ritmo e protagonismo. Mesmo ainda convivendo com problemas musculares e períodos de ausência, conseguiu convencer Ancelotti nas últimas partidas. E, claro, como o próprio técnico falou na entrevista após a convocação, “todos podem opinar, mas só eu posso bancar. E, no final de julho as pessoas vão poder dizer se acertei ou errei”.
O histórico de Neymar na Seleção ajuda a explicar por que seu nome continua mobilizando torcedores e companheiros. Maior artilheiro da história da equipe segundo a contagem da Fifa, ele disputará sua quarta Copa carregando a experiência de quem viveu momentos extremos: da frustração do 7 a 1 em 2014 – ele estava no grupo, mas não jogou por contusão – às eliminações recentes para Bélgica e Croácia.
Mais do que uma tentativa de despedida em alta, a Copa de 2026 pode representar para Neymar a última chance de transformar o talento incontestável em conquista mundial com a camisa amarela.




