Avaliação positiva reforça impacto do Ceará Sem Fome

Pesquisa mostra satisfação nas cozinhas solidárias e no cartão de renda, indicando avanços na segurança alimentar do Estado.

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A mais recente pesquisa de satisfação da Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado, em parceria com o Ipece, trouxe um retrato importante sobre o Programa Ceará Sem Fome. Os dados mostram que a política, voltada ao atendimento emergencial, vem sendo bem avaliada por quem depende diariamente das cozinhas solidárias e do cartão de transferência de renda. Mas também revelam elementos que ajudam a entender como essas ações têm repercutido na vida real das famílias.

Nas cozinhas, 97,2% dos usuários disseram estar satisfeitos com as refeições. Não se trata apenas da comida: os entrevistados destacaram qualidade, regularidade e o cuidado das equipes. O indicador de satisfação (NPS) ficou em 91,88%, um patamar considerado de excelência. Já no Cartão Ceará Sem Fome, a aprovação foi unânime. Todos relataram melhora imediata na alimentação da casa, além de facilidade no uso do benefício — resultado refletido no NPS de 96,39%.

A pesquisa também captou um movimento relevante: o desejo de autonomia. É alto o interesse dos beneficiários por cursos do eixo +Qualificação e Renda, especialmente em áreas ligadas a serviços e gastronomia. Sinal de que, para muitos, o alimento abre a porta, mas não encerra o caminho.

Outro aspecto marcante veio das agentes populares de segurança alimentar. Seus relatos lembram que a política pública só se sustenta porque alguém, todos os dias, transforma ingredientes em acolhimento. Mesmo assim, a pesquisa evidencia que ainda há ajustes a fazer — como lembrou a primeira-dama Lia de Freitas — e que ouvir a população segue sendo a principal ferramenta para aprimorar o programa.

O Ceará Sem Fome já reúne mais de 47 mil famílias atendidas pelo cartão, mais de 130 mil refeições diárias e campanhas que somam mais de 500 toneladas de alimentos arrecadados. A alta aprovação mostra avanço, mas também reforça a responsabilidade de manter o foco: garantir comida na mesa hoje, enquanto se constrói autonomia para amanhã.