O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado em Brasília após a cirurgia para correção de uma hérnia inguinal bilateral, realizada na quinta-feira (25). Segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (26), a recuperação avança dentro do esperado, com início das sessões de fisioterapia e ajustes na medicação para controle da dor e prevenção de trombose.
A equipe médica informou que houve “ajustes das medicações para soluço e para doença do refluxo gastroesofágico”, acrescentando que não estão previstos novos exames ou procedimentos no momento. A cirurgia, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, durou pouco mais de três horas e, segundo os profissionais responsáveis, transcorreu sem intercorrências.
O cirurgião Cláudio Birolini explicou que a hérnia do lado esquerdo ainda era pequena, mas a equipe decidiu intervir agora para evitar uma nova operação no futuro. O procedimento incluiu a colocação de uma tela de polipropileno na parede abdominal, técnica usada para reforçar a região e reduzir o risco de novas hérnias. A previsão inicial é de cinco a sete dias para a recuperação hospitalar.
Além da cirurgia, os médicos avaliam a necessidade de um procedimento específico para tratar os episódios recorrentes de soluço, que afetam o sono e a respiração do ex-presidente. Segundo a equipe, o sintoma tem provocado “cansaço adicional” e pode interferir no processo de reabilitação.
“Estamos nos revezando para monitorar seus movimentos e, principalmente, a apneia do sono – que chega a mais de 90 episódios por hora, conforme relatório médico já elaborado anteriormente”, escreveu o filho Carlos Bolsonaro, nas redes sociais.
Paralelamente à rotina médica, Bolsonaro segue cumprindo determinação judicial de vigilância 24 horas por dia. Condenado por participação na trama que resultou nos ataques de 8 de janeiro de 2023, ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão e está detido na Superintendência da Polícia Federal desde 25 de novembro. A ordem de Moraes estabelece que, durante a internação, dois agentes permaneçam na porta do quarto, além de equipes posicionadas em outras áreas do hospital.
A permanência no hospital, portanto, envolve monitoramento contínuo e acompanhamento clínico diário, enquanto a equipe médica acompanha a evolução do pós-operatório.




