Bolsonaro volta a atacar Moraes e diz que seguirá na política “preso ou morto”

Ex-presidente afirma que penas aplicadas pelo STF aos presos do 8 de janeiro são parte de uma estratégia contra ele.
Bolsonaro no Rio de Janeiro "Preso ou Morto"

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Foto: Reprodução de Vídeo

O ex-presidente Jair Bolsonaro participou, neste domingo (16), de um ato na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, onde reforçou o pedido de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Diante de apoiadores, Bolsonaro afirmou que seguirá sendo um “problema” para a Corte, “preso ou morto”.

Bolsonaro chegou ao evento pouco depois das 10h e discursou ao lado de aliados políticos. Estavam presentes os governadores Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Tarcísio Freitas (São Paulo), Jorginho Mello (Santa Catarina) e Mauro Mendes (Mato Grosso), além de senadores, deputados e lideranças partidárias. O pastor Silas Malafaia, organizador do ato, também participou.

Durante seu discurso, Bolsonaro afirmou que o tamanho das penas aplicadas pelo STF aos envolvidos nos atos de janeiro de 2023 tem como objetivo abrir caminho para sua própria condenação. Segundo ele, sua eventual punição seria usada como justificativa para validar as decisões contra os demais condenados.

O ex-presidente também declarou que a oposição ao governo Lula já tem apoio suficiente para aprovar no Congresso o projeto de anistia aos presos do 8 de janeiro. Caso a proposta seja vetada pelo presidente, Bolsonaro disse acreditar que o veto será derrubado pelo Legislativo.

Ao longo do evento, Bolsonaro voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, a quem acusou de agir de forma parcial nas eleições de 2022. Ele mencionou um inquérito sigiloso da Corte e questionou o resultado do pleito, reafirmando dúvidas sobre a contagem dos votos.

A manifestação em Copacabana reuniu um grande público e reforçou a mobilização de Bolsonaro e seus aliados em torno da pauta da anistia, que ainda deve enfrentar resistências no Congresso e no STF. O evento também demonstrou a permanência do ex-presidente no cenário político e sua disposição em manter a pressão sobre as instituições.