Chagas Vieira desabafa sobre impunidade e critica exploração política da violência

Secretário da Casa Civil do Ceará cobra ação do Congresso e aponta leis “frouxas” como estímulo ao crime.

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O secretário da Casa Civil do Governo do Ceará, Chagas Vieira, fez um duro desabafo nas redes sociais na manhã desta segunda-feira (13), apontando a impunidade como um dos principais fatores que alimentam o avanço da criminalidade no país.

Impunidade que estimula o crime e revolta. Que pena merecem bandidos que ameaçam a paz e matam. E quando a vítima é uma criança?, questionou o secretário no vídeo, divulgado em suas contas oficiais.

Chagas afirmou que “leis frouxas” acabam favorecendo criminosos e dificultando o trabalho das forças de segurança. Segundo ele, apenas neste ano a Polícia do Ceará prendeu 61% a mais de integrantes de organizações criminosas, mas rapidinho, muitos ganham a liberdade, porque algumas leis favorecem isso.

O secretário também criticou o que chamou de falta de prioridade do Congresso Nacional, que, segundo ele, poderia estar discutindo esse assunto sério e urgente, que aflige as famílias, mas fica perdendo tempo com pautas que beneficiam os ricos e prejudicam o governo.

Em outro trecho, Chagas Vieira direciona críticas a políticos locais que, segundo ele, se aproveitam da dor das famílias para obter ganhos eleitorais. Alguns políticos oportunistas daqui, que torcem pelo quanto pior, melhor, ficam tentando se aproveitar da dor das famílias com vídeos hipócritas na internet, disse.

Ao final do pronunciamento, o secretário reforçou o pedido por união entre estados, municípios, Congresso Nacional, Judiciário e Governo Federal no enfrentamento ao crime organizado.

Ou se junta todo mundo nessa luta, ou ficamos enxugando o gelo. O governo do Estado contrata milhares de policiais, a polícia se arrisca, prende, e os bandidos logo estão em liberdade, debochando da sociedade. É preciso, urgente, dar um basta nisso, concluiu.

A manifestação de Chagas Vieira ocorre em meio a uma sequência de operações policiais no Ceará contra facções criminosas e à intensificação do debate público sobre leis penais e reincidência criminal no país.