Foto: Luciano Melo
A Comissão Especial do Plano Diretor da Câmara Municipal de Fortaleza definiu, na terça-feira (25), sua nova presidência. O vereador Benigno Júnior (Republicanos) foi eleito por unanimidade para conduzir os trabalhos, enquanto Bruno Mesquita (PSD), líder do Governo, assumirá a vice-presidência.
A atualização do Plano Diretor, essencial para orientar o crescimento da cidade, deveria ter ocorrido em 2019, mas foi adiada devido à pandemia. O documento vigente é de 2009 e sua revisão é considerada urgente para adequar Fortaleza às novas demandas urbanas.
Benigno Júnior destacou que o desafio da Comissão será equilibrar crescimento urbano, preservação ambiental e demandas sociais. “Precisamos ouvir a população e construir um plano que reflita os interesses coletivos, garantindo qualidade de vida e desenvolvimento sustentável”, afirmou.
O vereador também reforçou que os estudos e debates realizados na gestão anterior serão considerados. “Vamos revisar todo o material produzido, as atas das reuniões, as propostas discutidas nos fóruns territoriais e garantir que as sugestões da sociedade estejam contempladas”, explicou.
A vereadora Adriana Gerônimo (Psol) ressaltou a importância de manter avanços já alcançados, especialmente no que diz respeito às Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis). Ela sugeriu articulação com a presidência da Casa para levar à votação projetos relacionados à regularização fundiária dessas áreas.
Além de Benigno e Bruno Mesquita, a Comissão conta com os vereadores Dr. Luciano Girão (PDT), Emanuel Acrízio (Avante), Irmão Leo (Progressistas), Soldado Noélio (União), Paulo Martins (PDT) e Mari Lacerda (PT). O grupo será responsável por debater e propor diretrizes para a ocupação do território municipal.
Quanto ao prazo para aprovação da atualização do Plano Diretor, o prefeito Evandro Leitão (PT) manifestou expectativa de concluir o processo ainda em 2025. Benigno Júnior, no entanto, ponderou que a prioridade será um debate amplo e aprofundado, ouvindo órgãos públicos, entidades de classe e movimentos sociais. “Se não for possível aprovar este ano, seguiremos com os trabalhos para garantir uma atualização bem estruturada até 2026”, concluiu.
Os primeiros debates da Comissão devem ocorrer ainda nesta semana.




