Fotos: Kiko Silva
A Prefeitura de Fortaleza oficializou, nesta segunda-feira (17), sua adesão ao Pacto Por Um Ceará Sem Fome, programa do Governo do Estado voltado ao combate à insegurança alimentar. A assinatura foi realizada no Palácio da Abolição pelo prefeito Evandro Leitão, ao lado da primeira-dama do Ceará, Lia de Freitas, do secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, e da primeira-dama de Fortaleza, Cristiane Leitão.
Com a adesão, a capital amplia sua participação na iniciativa, que distribui refeições produzidas em cozinhas comunitárias e fornece recursos financeiros para a compra de alimentos. Atualmente, o programa entrega cerca de 38 mil quentinhas por dia em Fortaleza. A expectativa, segundo o prefeito, é elevar esse número para 50 mil a partir de abril, em parceria com o Governo do Estado.
Fortaleza no combate à fome
Evandro Leitão destacou que a adesão ao programa reforça a necessidade de políticas públicas para reduzir a desigualdade social na cidade.
“Fortaleza é a quarta maior capital do país e uma das mais desiguais. O Ceará Sem Fome dá visibilidade a quem mais precisa e fortalece nossa rede de apoio para garantir segurança alimentar à população vulnerável”, afirmou.
Para fortalecer a iniciativa, a Prefeitura de Fortaleza estruturou um comitê específico, com participação de diversas secretarias, para alinhar estratégias e ampliar a atuação do programa na cidade. Uma das primeiras ações será a instalação de 100 novas cozinhas comunitárias em bairros da capital, acompanhada de cursos de capacitação para os responsáveis pela produção das refeições.
“Além de fornecer alimentação, queremos criar oportunidades para que essas cozinhas se tornem espaços de geração de renda e autonomia para as famílias envolvidas”, explicou a primeira-dama de Fortaleza, Cristiane Leitão.

Expansão e impacto social
O Ceará Sem Fome já atende 130 mil pessoas em situação de vulnerabilidade no estado, sendo cerca de 40 mil apenas em Fortaleza. Com a ampliação do programa, o alcance deve crescer para 150 mil famílias em todo o Ceará.
O secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, destacou a articulação entre governo, prefeituras e sociedade civil para fortalecer o programa.
“É uma política pública que reúne diferentes frentes de atuação para minimizar os impactos da fome e criar caminhos para a superação da vulnerabilidade social”, disse.
Além da distribuição de refeições, o programa inclui o pagamento de R$ 300 mensais para famílias cadastradas, permitindo a compra de alimentos em estabelecimentos locais. Em Fortaleza, 9.837 famílias já recebem esse benefício.
A primeira-dama do Ceará, Lia de Freitas, enfatizou que a adesão de Fortaleza reforça a capacidade do programa de chegar a quem mais precisa.
“Com base nos estudos do Ipece, conseguimos mapear as áreas de maior insegurança alimentar na capital. O compromisso da Prefeitura permite ações mais direcionadas e eficazes”, destacou.
Com a nova adesão e o planejamento de expansão, Fortaleza reforça sua participação no esforço estadual para garantir segurança alimentar e oferecer caminhos para a redução da desigualdade social.




