FIEC apoia prioridades da Nova Política Industrial para o Brasil

O programa econômico foi anunciado nesta segunda-feira (22) pelo presidente Lula e vai mobilizar R$ 300 bilhões no período 2024-2026.
Fachada da sede da FIEC

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Foto: Ascom/FIEC

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) divulgou, nesta terça-feira (23), nota de apoio à Nova Política Industrial do governo Lula.

Reconhecendo a urgência de reverter a desindustrialização desde os anos 80, a entidade destaca a prioridade em setores como agroindústria, saúde e tecnologia.

O foco é reduzir o Custo Brasil, melhorar o ambiente de negócios e impulsionar a competitividade.

Linhas de financiamento visam modernizar o parque industrial, com ênfase em transformação digital e transição energética.

Energias renováveis são centrais, assim como a Economia da Saúde e do Mar.

O plano reforça a cultura ESG e busca reduzir desigualdades regionais, com destaque para simplificação burocrática.

A FIEC destaca a importância de garantir a viabilidade dos recursos para o sucesso da Nova Política.

Confira abaixo a íntegra da nota da Casa da Indústria:

 

“A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) considera a Nova Política Industrial um avanço na tentativa de reverter o processo de desindustrialização brasileiro, que vem ocorrendo de forma mais intensa desde a década de 1980.

O Plano prioriza setores como agroindústria, saúde, infraestrutura, transformação digital, bioeconomia e tecnologia de defesa, com políticas transversais. A melhoria do ambiente de negócios é uma das frentes de atuação da Nova Indústria Brasil e tem como foco a redução do Custo Brasil, que tanto atrapalha a competitividade da economia brasileira.

O acesso às linhas de financiamento irá alavancar a modernização do parque industrial brasileiro, que se constitui uma das prioridades para a utilização dos recursos da Nova Política transformação digital, e a transição energética da indústria, sendo essas duas das principais iniciativas para a melhoria da competitividade.

As energias renováveis são focalizadas como centrais na descarbonização da indústria, transição energética, economia circular e na bioeconomia. A Economia da Saúde e a Economia do Mar também são prioridades no Plano, e podem se constituir em novos Pólos de Desenvolvimento Industrial.

A Estratégia Nacional de Economia Circular e o Programa Brasil Mais Sustentável são dois componentes da Nova Indústria, que reforçam a vanguarda do Plano em priorizar a cultura ESG e a disseminação da cultura de responsabilidade social, ambiental e de governança corporativa na indústria brasileira.

Destacam-se as iniciativas para melhorar os processos burocráticos e de propriedade industrial. A redução das desigualdades regionais consta como um dos princípios do Plano, sendo isso fundamental para a melhoria da qualidade de vida da população.

Garantir a viabilidade dos recursos deve ser a grande preocupação para o sucesso da Nova Política.”