PL e PT ficarão com as maiores fatias do fundo eleitoral

A divisão dos R$ 4,9 bilhões leva em consideração o número de deputados federais de cada partido. PL e PT têm as maiores bancadas.
Urna Eletrônica TSE

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Foto: TSE

O Partido Liberal (PL) liderado por Jair Bolsonaro e o Partido dos Trabalhadores (PT) sob a tutela de Lula, são os principais beneficiários do fundo eleitoral gigantesco de 2024. O presidente Lula sancionou nesta segunda (22) a quantia recorde de R$ 4,9 bilhões para impulsionar as campanhas municipais deste ano, aprovada pelo Congresso Nacional.

A distribuição desses recursos segue critérios delineados na legislação eleitoral, levando em conta o tamanho das bancadas na Câmara e no Senado. Apesar da derrota de Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2022, o PL conseguiu eleger a maior bancada de deputados, garantindo assim uma fatia substancial do fundo. O PT, ficando em segundo lugar, também será contemplado com uma quantia considerável.

Os números revelam que o PL está programado para receber robustos R$ 863 milhões para financiar as atividades de seus candidatos, enquanto o PT está na expectativa de obter R$ 604 milhões. Outros partidos como União Brasil, PSD, MDB e PP também receberão somas expressivas, conforme os cálculos da Fundação 1º de Maio, realizados por Henrique Cardoso Oliveira e Jaime Matos, cientistas políticos vinculados ao partido Solidariedade.

A antecipação desses valores, antes da tabela oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cria um ambiente de expectativa entre os partidos políticos. É importante ressaltar que os números podem sofrer ajustes até o final de junho, quando a divulgação oficial ocorrerá.

O aumento substancial do fundo eleitoral destaca uma mudança significativa no financiamento de campanhas políticas. Desde a proibição da doação empresarial em 2015 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o fundo eleitoral, financiado por dinheiro público, tornou-se a principal fonte de recursos para os candidatos, substituindo as grandes empresas.

É importante observar que o atual fundo eleitoral representa quase o dobro do distribuído na última eleição municipal em 2020. Essa expansão de recursos fortalece o poder dos dirigentes partidários no processo eleitoral, que justificam o valor exorbitante afirmando que não seria possível fazer campanhas com um valor inferior ao da eleição de 2022, “esquecendo-se” que aquela era uma eleição geral..

É fundamental, portanto, transparência na divulgação oficial dos valores pelo TSE e uma rigorosa fiscalização dos gastos para evitar irregularidades e uma compreensão completa da dinâmica financeira por trás das campanhas.

 

*Com informações da Folha de São Paulo