Fortaleza busca ampliar atendimento especializado no SUS

Programa federal aposta em parceria com hospitais para reduzir filas de consultas, exames e cirurgias.

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As longas filas para consultas, exames e cirurgias no SUS continuam sendo um problema conhecido. Em Fortaleza, a busca por alternativas para encurtar essa espera levou a Prefeitura a reunir hospitais filantrópicos e unidades privadas da cidade. O objetivo foi discutir a participação dessas instituições no programa Agora Tem Especialistas, criado pelo Ministério da Saúde para ampliar o acesso a atendimentos especializados.

A ideia não parte, necessariamente, de novos recursos. O que está sendo colocado na mesa é o uso de créditos federais já disponíveis para aumentar a quantidade de procedimentos realizados pela rede conveniada ao SUS. Para funcionar, o plano depende de uma articulação entre União, Estado, Município e os próprios hospitais, numa tentativa de fazer a estrutura existente atender mais gente e com menos demora.

Esse movimento conversa com iniciativas que já estão em andamento na Capital. Uma delas são as Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs), que procuram reunir etapas que normalmente acontecem de forma separada. Em vez de o paciente percorrer vários caminhos dentro do sistema, consultas, exames e encaminhamentos passam a seguir um fluxo mais concentrado. Durante o encontro, foram apresentados números que indicam quase 3,5 mil linhas de cuidado iniciadas e mais de 2,6 mil já concluídas.

Entre as áreas atendidas estão cardiologia, oftalmologia, oncologia e ortopedia. São especialidades que costumam concentrar parte importante da demanda reprimida e onde a demora pode fazer diferença no diagnóstico e no início do tratamento.

Para quem depende exclusivamente do SUS, qualquer redução no tempo de espera tem impacto direto na vida cotidiana. Não se trata apenas de organização da rede ou de metas administrativas. Muitas vezes, significa descobrir mais cedo o que está acontecendo e começar o tratamento quando ele ainda pode fazer mais diferença. Como resumiu uma das pacientes atendidas pela iniciativa, “quanto antes descobrimos o que está acontecendo, melhor”.