Indústria antecipa debate sobre o Brasil de 2050

CNI reúne presidenciáveis e cobra respostas para desafios estruturais da economia.

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Com a eleição presidencial de 2026 batendo à porta, parte do setor produtivo já começou a discutir um horizonte bem mais longo. Foi esse o espírito do encontro promovido pela Confederação Nacional da Indústria em Brasília, reunindo pré-candidatos ao Planalto para conversar sobre os desafios do Brasil nas próximas décadas.

O movimento faz sentido. Quem investe, produz e gera empregos costuma trabalhar com prazos que não cabem dentro de um mandato de quatro anos. E aí surge um velho problema brasileiro: a dificuldade de manter regras estáveis e previsibilidade suficiente para quem precisa tomar decisões de longo prazo.

Ao apresentar um conjunto de propostas – no documento Construindo o Brasil 2050: A indústria na agenda dos presidenciáveis -, a indústria tentou puxar a discussão para temas que normalmente ficam em segundo plano durante as campanhas. Menos disputa eleitoral e mais debate sobre o que o país precisa fazer para crescer de forma consistente.

Presidente Ricardo Cavalcante (FIEC) colocou a energia na pauta do encontro

Nesse contexto, a energia elétrica apareceu como um dos assuntos centrais. O presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, chamou atenção para uma reclamação frequente do setor produtivo: o peso da conta de luz sobre a competitividade brasileira. É uma questão que não afeta apenas as fábricas. O impacto chega ao comércio, aos serviços e, no fim das contas, ao bolso do consumidor.

A discussão levantada pela CNI lembra que, independentemente de quem vença a eleição, alguns desafios continuarão na mesa. Aumentar a produtividade, melhorar a infraestrutura, atrair investimentos e reduzir custos estruturais são tarefas que não começam nem terminam em uma campanha eleitoral.