Fotos: Rodrigo Carvalho
As recentes declarações de Cid Gomes durante sua filiação ao PSB e as palavras de seu irmão, Ivo Gomes, prefeito de Sobral e, também recém-filiado ao partido, adicionam um novo elemento ao cenário político de Fortaleza. Fica evidente que há um claro desejo do senador de articular uma candidatura que não seja necessariamente do PT para a prefeitura da capital, dentro da coalizão governista no Ceará.
Essa postura sugere uma possível candidatura própria do PSB. Candidatura essa que já teria, inclusive, nome e sobrenomes prontos: Izolda Cela, a ex-governadora cuja candidatura à reeleição foi condição imposta pelo PT para a continuidade da aliança com o PDT, em 2022. O resto da história todos conhecem: o PDT escolheu Roberto Cláudio, a aliança foi rompida e o PT elegeu Elmano de Freitas governador. Izolda, que na época deixara o PDT, no último domingo se filiou, junto com Cid, ao PSB.

Em entrevista ao “Podcast das Cunhãs“, nesta quarta-feira (8), Ivo Gomes reforçou a ideia da candidatura própria, alimentando o debate em torno da questão.
“Eu acho que o PSB tinha que lançar um candidato próprio aqui em Fortaleza. Mesmo se o PT tiver o seu. Eu vejo o Cid muito preocupado com o hegemonismo petista. A candidatura a ser escolhida deve ser a que for mais viável para ganhar a eleição e ter mais condições políticas de implementar um programa”, afirmou o prefeito de Sobral.

A pergunta é: O PT, que já conta com cinco pré-candidatos em campanha, enfrentará agora o desafio de decidir se está disposto a ceder a cabeça-de-chapa ao partido aliado? A preço de hoje, muito difícil. O certo é que essa dinâmica acrescenta um elemento de incerteza e promete intensificar as discussões nos bastidores políticos, evidenciando a complexidade das negociações e alianças pré-eleitorais.




