Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Ministério da Educação lançou o programa “Juro por Educação”, iniciativa que busca fortalecer o ensino técnico no país ao redirecionar parte dos juros da dívida dos Estados para investimentos na formação profissionalizante de estudantes do ensino médio.
“O foco da educação será o ensino técnico profissionalizante e desejamos alcançar nos próximos cinco anos o patamar da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que tem por volta de 36% de seus estudantes nessa forma de ensino”, explica o ministro Camilo Santana.
A ideia central do programa é tornar o ensino médio mais atrativo, reduzindo a evasão escolar e preparando os jovens para o mercado de trabalho. Dados do MEC indicam que 80% dos estudantes desejam uma formação técnica integrada ao ensino regular, um número que reforça a demanda por esse modelo educacional. Segundo Camilo Santana, o objetivo é garantir que os alunos concluam essa etapa com uma profissão definida, aumentando suas chances de empregabilidade e contribuindo para o crescimento econômico.
Para viabilizar a expansão do ensino técnico, o governo pretende firmar parcerias com o Sistema S, universidades públicas e instituições privadas. A aposta é que, ao investir na qualificação dos jovens, o impacto econômico seja positivo no longo prazo, com maior inserção no mercado formal e aumento da arrecadação tributária.
Além de representar um novo direcionamento dos recursos públicos, o programa surge em um momento estratégico para o ministro, que já comanda outras políticas voltadas à educação, como o Pé-de-Meia. O avanço da iniciativa dependerá de articulação política e da capacidade de mobilização junto a Estados e setores da educação. Com o desafio de alcançar uma cobertura expressiva de ensino técnico, o “Juro por Educação” se apresenta como um movimento para reestruturar a educação e impulsionar a formação profissional no Brasil.
*Com informações do Valor Econômico




