Lula assina decreto que cria a Estratégia Nacional de Economia de Impacto

A Enimpacto traça seu caminho em cinco eixos estratégicos: ampliação da oferta de capital, aumento do número de negócios de impacto, fortalecimento de organizações intermediárias, promoção de ambiente institucional favorável e articulação com estados e municípios.

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Uma abordagem visionária para promover uma economia inclusiva e regenerativa está tomando forma no Brasil, com a iniciativa Enimpacto liderando o caminho. Composta por um conjunto diversificado de 25 órgãos governamentais e 25 representantes da sociedade civil, essa estratégia ambiciosa é coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio de sua Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria, juntamente com o Departamento de Novas Economias. O Decreto n. 11.646, que cria a Estratégia Nacional de Economia de Impacto – Enimpacto, foi assinado nesta quinta-feira (17), pelo presidente Lula.

A Enimpacto visa não apenas impulsionar a economia, mas também gerar um impacto social e ambiental positivo. Através de uma variedade de instrumentos, como fundos de impacto, programas de aceleração de startups, cursos de capacitação e colaboração com estados e municípios, a iniciativa busca catalisar uma transformação abrangente e sustentável.

“A Enimpacto é uma importante sinalização do governo, no sentido de organizar diversas políticas públicas que contribuem para uma economia mais verde e mais inclusiva” afirmou o Secretário de Economia Verde, Rodrigo Rollemberg.

Lucas Ramalho, Diretor de Novas Economias e responsável pela Enimpacto, ressalta a necessidade de cooperação entre governos, sociedade civil e setor privado para enfrentar os desafios sociais e ambientais prementes. Ele argumenta que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável só podem ser alcançados com a participação de empreendedores comprometidos com propósito, lucratividade e impacto positivo.

A ascensão do investimento de impacto social global, estimado em USD 1.164 trilhão, não passa despercebida no Brasil. Embora represente uma fração desse montante, o país está testemunhando um aumento no interesse por políticas públicas e investimentos orientados para o propósito. Exemplos locais, como o financiamento de cooperativas de agricultores familiares e a mobilização de financiamento coletivo para habitação popular, demonstram que o setor privado pode buscar tanto retornos financeiros quanto transformação social.

Negócios emblemáticos de impacto, como a Moradigna e a Meu Pé de Árvore, ilustram a viabilidade dessa abordagem. A Moradigna adota um modelo inovador para reformar habitações em favelas, enquanto a Meu Pé de Árvore restaura áreas degradadas por meio de parcerias agrícolas, gerando retorno financeiro no mercado de carbono.

A Enimpacto traça seu caminho em cinco eixos estratégicos: ampliação da oferta de capital, aumento do número de negócios de impacto, fortalecimento de organizações intermediárias, promoção de ambiente institucional favorável e articulação com estados e municípios. Essa iniciativa marca um passo significativo em direção a uma economia mais justa, equitativa e ecologicamente sustentável.

“Meu profundo reconhecimento a um time de utópicos determinados, de pessoas de todo Brasil, que apesar dos pesares que passamos nos últimos 4 anos, não desistiram da luta, e seguimos trabalhando arduamente para essa conquista. Meu especial reconhecimento em nome de Marcel Fukuyama e Lucas Ramalho pela condução do processo”, destaca a empresária cearense Ticiana Rolim Queiroz, da Somos Um, organização que busca resolver problemas sociais e ambientais por meio dos negócios contribuindo para a construção de uma nova economia.

Em um mundo onde os desafios sociais e ambientais se tornam cada vez mais complexos, a Enimpacto se destaca como um farol de esperança, mostrando que negócios com propósito podem desempenhar um papel vital na construção de um futuro mais brilhante para todos.

*Com informações da Agência Brasil. Mais detalhes sobre a Enimpacto você encontra AQUI.