Multivacinação mira doses que ficaram para trás

Mobilização nacional terá Dia D em 22 de agosto e atendimento seletivo nos postos

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A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 chega com uma tarefa simples, mas decisiva: localizar as doses que ficaram para trás na caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Até 1º de setembro, os postos poderão oferecer 20 imunizantes, conforme a idade e o histórico de cada pessoa. O Dia D está marcado para 22 de agosto.

Não se trata de aplicar todas as vacinas novamente. A estratégia é seletiva: os profissionais conferem a caderneta e administram apenas as doses necessárias para iniciar ou completar cada esquema.

Entre as novidades está a Pneumo 20, destinada a ampliar a proteção de crianças menores de 5 anos contra doenças pneumocócicas, como pneumonias e meningites. Também estão previstas vacinas contra dengue, para a faixa de 10 a 14 anos, covid-19, HPV, poliomielite e sarampo.

O alerta para o sarampo ganhou força diante do aumento de casos importados e do avanço da doença em outros países. Segundo o ministro Alexandre Padilha, os Estados Unidos enfrentam “o maior surto de sarampo dos últimos 35 anos”.

A campanha ocorre em um momento de recuperação da vacinação infantil. Dados da OMS e do Unicef mostram que o número de crianças brasileiras sem a primeira dose da Penta caiu de 360 mil, em 2023, para 50 mil, em 2025.

A melhora é relevante, mas não permite descuido. Cobertura vacinal é resultado acumulado: quando uma criança deixa de receber uma dose, não é apenas a proteção individual que perde força.

Para a mobilização, o Ministério da Saúde distribuiu 1,5 milhão de doses aos estados. Aos pais e responsáveis cabe uma providência prática: levar a caderneta ao posto e deixar que ela conte o que ainda falta.