Sudene libera mais R$ 600 milhões para obra da Transnordestina

Autarquia federal aposta na ferrovia como vetor de integração logística e desenvolvimento regional.

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Foto: Agência Gov/Via MIDR

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) aprovou, na última quarta-feira (10), a liberação de mais R$ 600 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para a Ferrovia Transnordestina. O aporte foi definido em reunião do colegiado da autarquia e marca a segunda liberação de recursos para a obra apenas neste ano. No total, já foram destinados R$ 4,8 bilhões ao projeto.

A ferrovia, considerada pela própria Sudene como a principal obra de infraestrutura da região, avança como uma das apostas do governo federal para impulsionar a logística e a competitividade do Nordeste. O superintendente da autarquia, Danilo Cabral, destaca que os benefícios da obra vão além da mobilidade.

“A Transnordestina representa também desenvolvimento socioeconômico e redução de desigualdades históricas”, afirmou.

Sudene: R$ 600 milhões do FDNE para a Transnordestina – Foto: Divulgação

 

Com 1.206 quilômetros de extensão, a linha férrea parte do município de Eliseu Martins (PI), cruza Salgueiro (PE) e tem como destino atual o Porto do Pecém, no Ceará. Cerca de 670 quilômetros já foram concluídos, e outros 281 estão em obras.

A Sudene também articula com o governo federal a retomada do trecho entre Salgueiro e o Porto de Suape (PE). A expectativa é de que o primeiro edital para essa nova etapa seja publicado ainda em agosto.

O diretor de Fundos, Incentivos e Atração de Investimentos da Sudene, Heitor Freire, ressalta que todas as etapas têm seguido os trâmites legais e operacionais. Já a autarquia reforça que o projeto é estratégico por facilitar o escoamento da produção agrícola, mineral e industrial da região, além de contribuir para a redução de emissões e custos com transporte.

O FDNE, utilizado para financiar o empreendimento, é uma das ferramentas da Sudene para apoiar projetos estruturantes que estejam alinhados à política de desenvolvimento regional. A Transnordestina, após anos de incertezas, volta a ganhar tração com novo fôlego orçamentário e institucional.