Fortaleza e Uece articulam parceria para estudos sobre população idosa e em situação de rua

A meta é fazer com que Fortaleza avance na garantia de direitos e na promoção da dignidade para públicos historicamente negligenciados.

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Foto: Divulgação

A Prefeitura de Fortaleza e a Universidade Estadual do Ceará (Uece) estão articulando uma parceria que pode resultar em avanços importantes na formulação de políticas públicas voltadas à população idosa e às pessoas em situação de rua. A proposta foi tema de reunião realizada nesta terça-feira (3), entre a vice-prefeita e secretária dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Gabriella Aguiar, e o reitor da Uece, professor Hildebrando Soares.

A ideia central é criar um grupo de trabalho que viabilize pesquisas conjuntas, com base em dados quantitativos e qualitativos, para subsidiar ações mais eficazes do poder público.

“Precisamos de evidências concretas para tomar decisões acertadas. A pesquisa científica é um instrumento essencial para avaliar políticas, corrigir rumos e garantir que os recursos públicos estejam de fato fazendo a diferença na vida das pessoas”, afirmou Gabriella Aguiar.

O reitor Hildebrando destacou que a universidade já atua em diversas frentes com os governos estadual e federal, e vê com bons olhos a aproximação com o município. Ele citou como exemplo o curso de capacitação de cuidadoras de idosos, desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação e a Secretaria da Educação do Estado, que atualmente beneficia 600 mulheres.

“Mais do que produzir dados, queremos contribuir com soluções que tenham impacto real na sociedade”, pontuou.

Também participaram da reunião representantes da Uece e da SDHDS, entre eles o vice-reitor Dárcio Ítalo, a coordenadora Vejuse Alencar e o professor Joaquim Cisne Neto, diretor do Centro de Estudos Sociais Aplicados.

Com o envelhecimento da população e o crescimento das vulnerabilidades urbanas, o diálogo entre universidade e gestão pública pode ser chave para o desenho de políticas mais eficientes e sensíveis às realidades locais. A expectativa é que os estudos desenvolvidos pela parceria ajudem Fortaleza a avançar na garantia de direitos e na promoção da dignidade para públicos historicamente negligenciados.