O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou otimismo após um breve encontro com Donald Trump nos bastidores da Assembleia-Geral da ONU. O republicano disse ter sentido “uma química excelente” com o brasileiro, e Lula respondeu que ficou “feliz” com a declaração. Ambos indicaram disposição para um novo encontro, possivelmente na próxima semana, ainda sem data definida.
Lula destacou que Brasil e Estados Unidos, maiores democracias do continente, compartilham interesses estratégicos em áreas empresariais, industriais e tecnológicas. Segundo ele, a expectativa é que a conversa ajude a desfazer equívocos, como a visão de déficit comercial dos EUA em relação ao Brasil. O petista citou que, em 15 anos, os americanos acumularam superávit de US$ 410 bilhões.
A agenda deve incluir comércio, defesa do multilateralismo e cooperação em setores como minerais críticos. Lula lembrou que o Brasil criou um Conselho de Política Mineral em Terras Raras, defendendo que eventuais acordos priorizem a industrialização no país, em vez da simples exportação da matéria-prima.
Sem antecipar tópicos específicos, Lula ressaltou que a democracia e a soberania brasileiras não estão em negociação “nem com Trump, nem com nenhum presidente do mundo”. Para ele, um acordo só fará sentido se for de “ganha-ganha”, beneficiando cidadãos e empresas de ambos os países.




