Emprego com carteira cresce no Ceará e atinge 1,4 milhão de vínculos

Dados do Caged mostram saldo positivo em todos os setores e três meses consecutivos de geração de vagas.
Carteira de Trabalho

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Foto: Thiago Gaspar

O Ceará fechou o primeiro semestre de 2025 com saldo positivo na geração de empregos formais. Entre janeiro e junho, foram criados 25.812 novos postos de trabalho com carteira assinada, número que coloca o estado como o segundo maior gerador de empregos do Nordeste no período, atrás apenas da Bahia, que registrou 67.533 vagas.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta segunda-feira (5) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Com esse resultado, o estado alcançou o total de 1.434.560 empregos formais ativos. O crescimento foi puxado principalmente pelos setores de serviços (13.168 vagas), construção civil (6.579), indústria (5.030), comércio (1.018) e agropecuária (17).

O mês de junho manteve a tendência de alta e apresentou o terceiro resultado mensal consecutivo de saldo positivo. Foram 7.320 novas contratações líquidas, com 55.969 admissões e 48.649 desligamentos. Também nesse recorte, o Ceará ficou em segundo lugar na região, atrás novamente da Bahia (7.984).

Outro dado de destaque foi o salário médio de admissão. O valor registrado no estado em junho foi de R$ 2.008,32 – o segundo mais alto do Nordeste e superior à média regional, que ficou em R$ 1.933,77.

A análise do perfil das pessoas contratadas mostra uma predominância de jovens entre 18 e 24 anos (22.128 vagas), homens (15.909) e trabalhadores com ensino médio completo (19.855). O recorte evidencia, por outro lado, a necessidade de políticas voltadas à inclusão de outros grupos, como mulheres e pessoas com mais de 50 anos.

Na distribuição regional, Fortaleza liderou a geração de empregos no mês, com saldo de 3.564 postos formais. Outros municípios que se destacaram foram Juazeiro do Norte (482), Aquiraz (350), Horizonte (309), São Gonçalo do Amarante (269) e Maracanaú (214).

Segundo o governo estadual, os números refletem os impactos de programas como o Minha Casa, Minha Vida e o Entrada Moradia, além de investimentos em infraestrutura e obras públicas.

Fonte oficial dos dados: Ministério do Trabalho e Emprego – Caged